Em um momento errado de uma situação incerta, basta um ser humano não controlar um impulso que na melhor das hipóteses fora impensado, para que uma reação de mesma vibração ocorra.
- Minha amiga folha de papel, em que dia estamos? Qual o comprimento desse dia se o dia pode ser sempre?
Mas era claro que a sensação de um sempre claro somado a falta de um relógio poderia confundir. Nesse caso o tempo poderia ser um só quase palpável, mas não bom pela falta de noites. O que seria tudo isso? Como seria fazer isso? E agora? E o dinheiro?
- Minha amiga, agora eu vejo que isso tudo não faz sentido! Isso tudo aqui não explica muita coisa. E agora? Amiga?
Em um profundo momento de uma situação esquecida, podemos claramente ter a certeza que após tantas besteiras lidas, todas são verdadeiras. Se não, qual seria o valor do significado de “infinitas possibilidades”? E aonde entrariam as possibilidades mais demoradas, conhecidas como impossibilidades?
Não devemos esquecer que criamos definições, e por vezes esquecemos que existem muitas definições que ainda sofrem por conta de uma criação que ninguém assume a autoria, a limitação.
Milagres podem ser exceção a regra, mas na verdade acredito que não, pois um longo período de lucidez fez com que a vizinha corresse feito uma louca em busca de ajuda.
- Minha amiga folha de papel, venha comigo para o hospital! Precisamos de ajuda antes que aquela sensação ruim volte.
Em um longo momento de uma situação pouca esperançosa, podemos ter a certeza de que até o tempo depende da percepção que temos do agora.
Por: Felipe Quinto Busanello









