Outrora quando sua totalidade mental perdia-se entre alguns segundos de espasmos, era possível ver diversas ondas em movimentos contínuos antes que outra situação fosse criada.
- Oh! Minha querida amiga folha de papel branco, eu tenho medo de ficar louca para sempre!
Dona folha por sua vez nada falava pois boca nunca teve, mas com um estranho movimento tentava quase em vão, mimicar algo que pudesse ser compreendido pelos padrões alterados de percepção da criatura até em tão ali, tão fora de si.
A questão é que, por volta da quinta hora, arrotando as passas de um arroz à grega, perdia-se mais ainda a noção do tempo e às vezes até era possível fazer coisas mais demoradas em um período de tempo menor que o tradicional onde os minutos são baseados em segundos e a sincronia natural das coisas é deixada de lado. A sensação de maior interação com os objetos foi quase quebrada por sons imaginários, ruídos vindos do céu e captação de melodias musicais inexistentes por seus ouvidos.
Após várias horas dormindo, ao acordar, se recorda de alguns flashes que, por incrível que pareça, opa, ainda esses flashes? E se por acaso eu não ignorasse isso tudo e deixasse tudo isso fluir mesmo que eu não tenha certeza?
Precisando comer algo que não fosse uma bomba, estava certa de que um melão cairia bem, desde que não caísse de muito alto. O mais estranho era aquela sensação de melão sem melão, que não menos do que o esperado, só foi útil pra lembrar da importância da imaginação.
- Oh! Minha querida amiga folha de papel branco, eu tenho medo de ficar louca para sempre!
Dona folha por sua vez nada falava pois boca nunca teve, mas com um estranho movimento tentava quase em vão, mimicar algo que pudesse ser compreendido pelos padrões alterados de percepção da criatura até em tão ali, tão fora de si.
A questão é que, por volta da quinta hora, arrotando as passas de um arroz à grega, perdia-se mais ainda a noção do tempo e às vezes até era possível fazer coisas mais demoradas em um período de tempo menor que o tradicional onde os minutos são baseados em segundos e a sincronia natural das coisas é deixada de lado. A sensação de maior interação com os objetos foi quase quebrada por sons imaginários, ruídos vindos do céu e captação de melodias musicais inexistentes por seus ouvidos.
Após várias horas dormindo, ao acordar, se recorda de alguns flashes que, por incrível que pareça, opa, ainda esses flashes? E se por acaso eu não ignorasse isso tudo e deixasse tudo isso fluir mesmo que eu não tenha certeza?
Precisando comer algo que não fosse uma bomba, estava certa de que um melão cairia bem, desde que não caísse de muito alto. O mais estranho era aquela sensação de melão sem melão, que não menos do que o esperado, só foi útil pra lembrar da importância da imaginação.
Por: Felipe Quinto Busanello








