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Uma coisa só

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Depois de precisamente vários dias sem escrever, não cheguei a nenhuma conclusão sobre nenhum tipo de surrealismo. Mas como tudo, isso depende do ponto de vista de cada um.

Algumas vezes eu parei de pensar em várias coisas pra pensar em uma coisa só. Que quando paro pra pensar em algo específico, consigo imaginar meus dedos manipulando o cérebro e isso é legal porque eu não preciso fazer força pra descobrir o motivo que fez eu parar de pensar em várias coisas pra pensar em uma coisa só.

É como se fosse um joguinho de pegar varetas...
Na outra parte é como se fosse um jogo de quebra-cabeça aonde metade das pecinhas ainda são brancas e precisam desesperadamente de cor e sentido para estarem ali. Baseado nisso eu aproveito o momento que parei de pensar em várias coisas pra pensar em uma coisa só, e somando isso com a capacidade de manipulação do tempo, consigo imaginar antes de concretizar todas as próximas linhas, rotinas, melodias, gestos e situações que farão parte do meu futuro próximo.
Fantástico é ter esse poder de brincar com todos os mundos, lugares e pessoas que existem dentro de cada ser humano.

Crio incertezas pra tentar supera-las. As mesmas incertezas que tenho vivido. Mas isso é só o tempero né?! Cozinhar sem provar, arriscar e ser otimista, te abraçar sinceramente forte na certeza de que em algum momento tu vai parar de pensar em várias coisas pra pensar em uma coisa só, e perceber que o meu abraço tem um segredo, o meu abraço tem um nome, o meu abraço tem uma frase pra te dizer, o meu abraço também têm medo e dentes a mostrar. Ele faz questão de ser tão diferente assim, pois é o melhor abraço que tenho pra te dar, e sendo assim ele deixa de ser um abraço comum. É meu abraço super special parecido com o daquela noite, só que agora mais consciente e espontâneo.

Parando de pensar em várias coisas pra pensar em uma coisa só, descobri que às vezes pode ser mais fácil emendar histórias diferentes do que fazer com que uma mesma história conserve sua essência. Pulando entre invenções próximas é possível criar um ambiente único, super amplo e com certeza muito mais divertido do que os normais.
Parando de pensar em várias coisas pra pensar em uma coisa só, cheguei a uma conclusão pouco importante: A anormalidade só existe em coisas normais. Gosto de superar minhas incertezas com o tempo que fico contigo, e adoro ficar precisamente vários segundos sem pensar em várias coisas pra pensar em uma coisa só: tua identidade, teu barulho, teu nome, tua falta de roupa, tua mania, teu cabelo e etc.

 

Por: Felipe Quinto Busanello

 

Última atualização em Qui, 30 de Julho de 2009 11:27  

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